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domingo, 18 de dezembro de 2011

Vw - evento de Mogi das Cruzes (2).

E na entrada com o providencial auxilio de meu grande amigo: André Takeda, um dos responsáveis pela organização do evento, me arranjou um lugar privilegiado, e com a meus agradecimentos, concluiu com a frase: "Você merece, afinal você faz parte da história do clube!"
E ao lado do meu Vw 54, um mais que exótico Vw, e seria este o Hebmuller réplica do Spider Man?
Mas era mais uma das criações excêntricas do funileiro artesão Ronaldo Magrão, da cidade vizinha de Suzano-SP.
E além deste, encontrava-se outro também com caracteristicas Hebmuller, embora meio surrado, poderia ser um bom projeto de um veículo divertido para passear em um Domingo de sol a beira mar...
Afinal a placa tem a cidade litorânea de origem Guarujá-SP, famosa por possuir belas praias.
Dario Faria.
Fotos: arquivo pessoal.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hebmüller - A inspiração

'Veja este VW elegante que teve como inspiração o Hebmuller e o Stoll coupê que seguia o estilo americano de veículos, com longas traseiras bem ao gosto ópera coupê, que eram veículos com classe e elegância.
O carro foi destaque na revista americana dedicada a VWs chamada "Dunne buggies & Hot

VWs Magazine" de abril de 1989 e a empresa que fabricava Simple Burly Industries dava todas as dicas necessárias para montar o kit em casa.
O carro apresentado possuía coberturas de para-lamas "mini-saia", relógio de horas no painel de origem dos primeiros Karmann-Ghias, no lugar do porta-luva. Um antigo volante de VW anterior a 1959, tipo "corcunda" com um botão de buzina que era acessório dos primeiros Karmann-Ghias alemães de 1957 a 1959. A cor também se destaca no melhor estilo "saia e blusa" em um tom azul diamante, conhecido aqui pelo apelido de "azul-calçinha" e as laterais bege marfim, na parte traseira as aletas de refrigeração do motor fazem lembrar os antigos Fiat Topolino ou os Renault 2CV "rabo-quente" das décadas de 30 e 40. As lanternas traseiras pequenas são dos VW de 1956 até a primeira série de 1961 e as lentes eram feitas em vidro na cor vermelha pela fabricante alemã HELLA. Nos painéis laterais externos em frente às portas foram colocadas às setas chamadas lá fora de "turn semaphore signal" e aqui é conhecida como "bananinha", isto no mesmo local que eram colocados no Hebmuller e Stoll coupê.
Na parte interna traseira se destaca a luz de cortesia redonda que fica entre o espaço das duas janelinhas, da mesma forma que eram colocadas nos Fuscas Split Windows até outubro de 1952. E finalmente atrás é visto as duas janelinhas tradicionais do VW sedan até março de 1953, a partir deste ano se transformou em "Oval Windows", estas duas janelinhas não seguiram o padrão do Hebmuller coupê, com um pequena janelinha retangular, nem do Stoll coupê que utilizava o vidro panorâmico traseiro do sedan BMW 501.
Enfim o carro bem legal para dar umas voltas no fim de semana com a família! Dario Faria'

segunda-feira, 9 de março de 2009

Hebmüller

A indústria de carrocerias Hebmuller & Filhos foi fundada em 1889 com a construção de carruagens no início do século passado com adaptações de automóveis das marcas: Ford, Hanomag, Opel e Hansa-Lloyd com transformações em modelos conversíveis de dois e quatro lugares.
Após o fim da Segunda Grande Guerra a Volkswagen se recuperou primeiro com a gerência do Exercito Real Inglês e depois foi administrada por Heinz Nordhoff que teve uma visão futura de variações veículos Volkswagen e encomendou já no fim dos anos 40 a dois fabricantes de carrocerias modelos conversíveis. Coube a Karmann da cidade alemã de Osnabruck o projeto de um cabriolet (denominação francesa para o modelo conversível) de quatro lugares e a Hebmuller da cidade de Wuppertal, o projeto de um conversível dois mais dois, ou seja, os bancos traseiros pequenos, inspirados nos modelos fabricados para a Ford, Opel e outros, que eram produtos já adaptados em linha de montagem.
Em maio de 1948 a Volkswagen chegou ao número de produção de 25.000 veículos VW produzidos e era o momento certo de a Hebmuller apresentar os três primeiros protótipos em dezembro daquele ano. Os veículos foram fabricados com chassi de carros ano 1947, sendo dois de cor preta e o terceiro na cor cinza. A aparência ainda era rudimentar, o capô traseiro era inserida duas fileiras de aletas para auxiliar a ventilação do motor e a luz de placa ainda era a do Fusca 1947, a capota quando fechada formava um perfil traseiro muito baixo e deselegante, o quadro do para-brisa ainda não tinha o formato ideal e os reforços do chassi não eram suficientes para manter as portas alinhadas, devido às estradas alemãs estarem mal conservadas após o término da guerra.
Em abril de 1949, com um novo protótipo que rodou 10.000 kilometros para a aprovação em junho daquele ano, já com as devidas correções dos problemas dos três primeiros, ganharam o código VW de produto Type 14A e foram encomendados a princípio 2000 veículos. Estes modelos já possuíam o desenho definitivo da tampa traseira, reforços adicionais de carrocerias e um novo formato de quadro de para-brisa. Os veículos eram vendidos em concessionárias da marca VW a um custo inicial de DM7500. Devido à similaridade do capô traseiro com o dianteiro, dizia-se que não poderia saber se o veículo estava indo ou vindo!
Três cores básicas eram oferecidas: preta, branca e vermelha e também eram feitas opcionalmente combinações de cores estilo "saia e blusa" nos padrões: preto e vermelho; preto e amarelo ou vermelho e marfim, mas outras cores eram permitidas sob encomenda prévia.
Mas uma grande tragédia estava para acontecer: por volta das 14:00 horas do sábado dia 23 de julho de 1949, iniciou-se um incêndio na área de pintura que avançou para a linha de produção destruindo veículos e maquinários. Seria um acidente ou sabotagem? A resposta nunca saberemos...Com isto a produção foi paralisada por quatro semanas e iniciada aos poucos até que em maio de 1952, a Karmannn assumiu a produção com a transferência dos conversíveis Hebmuller para a sua empresa.
O último Hebmuller foi produzido em fevereiro de 1953 com a produção total de 696 veículos, embora haja veículos com o numero de carroceria 1400 705, 1400 710 e 1400 735 e a Hebmuller registre o total de 750 veículos, isto deixa margens de dúvidas quanto ao numero correto.
O que se pode afirmar que não mais de 100 VW Hebmullers sobreviveram e se tornaram verdadeiras obras de arte automobilísticas, sendo colecionados em vários países da Europa e exportados para os Estados Unidos e Japão atingindo preços elevados, vendidos a peso de ouro. Tornou-se o veículo mais belo dos exemplares de Volkswagen, e mesmo este veículo tem um derivação mais rara dos raros: "the rarest-of-rare”, que seria a cereja do bolo com um só modelo fabricado e denominado: Hebmuller coupê, que merece um história contada a parte!
As fotos de época mostram o protótipo e os primeiros Hebmuller. As outras fotos mostram a fabricação do modelo e também o reforço de carroceria necessário para evitar a torção e deformação das portas. As fotos das primeiras reuniões do clube Hebmuller Registre em San Diego Califórnia na década de 80 e um modelo Hebmuller original com lateral amarela que está na Inglaterra são do meu arquivo pessoal. Dario Faria
Os primeiros protótipos de 1948.
A produção total ano por ano.
Dentro da indústria Hebmüller...
... e o reforço estrutural na carroceria.
A caminho da linha de montagem, com o chassis rolando.
Finalização da linha de montagem.
O pátio da indústria.
Um Heb 1949 na oficina, em foto mais recente.
Em uma exposição exclusiva de Hebmüller.
O Heb na Inglaterra.
O Heb Club.
A plaqueta de identificação.
E um "pedal-car" de fabricação Hebmüller. No detalhe o Mini-Heb fixado na traseira de um veículo Hebmüller.